Acompanhe as quatro etapas da máquina térmica de Carnot e compare os sinais de calor e trabalho ao longo do ciclo.
Abrir simuladorA máquina térmica de Carnot é um ciclo reversível composto por duas isotermas e duas adiabáticas. Neste slide, o foco é identificar a sequência dos processos, os sinais de calor e trabalho e as relações do gás ideal em cada etapa.
No diagrama \(S(T)\), as isotermas aparecem como trechos verticais, pois \(T\) é constante enquanto a entropia muda; as adiabáticas reversíveis aparecem como trechos horizontais, pois \(S\) permanece constante.
Acompanhe as quatro etapas da máquina térmica de Carnot e compare os sinais de calor e trabalho ao longo do ciclo.
Abrir simuladorA máquina de Carnot opera entre dois reservatórios térmicos, um quente a \(T_H\) e outro frio a \(T_C\). O fluido de trabalho alterna contato térmico com esses reservatórios e isolamento térmico, de modo que o ciclo completo seja reversível.

O fluido fica em contato com o reservatório quente e se expande lentamente. A temperatura permanece constante, a entropia aumenta e o sistema absorve calor da fonte quente enquanto realiza trabalho sobre o exterior.
Primeira Lei (geral): para qualquer fluido de trabalho, a variação de energia interna não precisa ser nula apenas porque a temperatura ficou constante.
Logo, \(\Delta W_{21}=\Delta U_{21}-\Delta Q_{21}\). Na expansão da máquina, esse trabalho é negativo na convenção do curso.
Gás ideal: como \(U=U(T)\), a isoterma tem \(\Delta U_{21}=0\).
Esse é o trecho em que o ciclo recebe energia da fonte quente.
O sistema é isolado termicamente e continua a se expandir. Como não há troca de calor, o trabalho entregue ao exterior vem da redução da energia interna: a temperatura cai de \(T_H\) para \(T_C\).
Primeira Lei (geral): numa adiabática reversível, não há calor e não há produção interna de entropia.
Gás ideal: a queda de temperatura determina diretamente a queda de energia interna.
O volume aumenta enquanto a temperatura diminui, mantendo constante a entropia do processo reversível.
Em contato com o reservatório frio, o fluido é comprimido reversivelmente a temperatura constante. O exterior faz trabalho sobre o sistema, e o calor é rejeitado para a fonte fria.
Primeira Lei (geral): a isoterma fria também deve ser escrita sem assumir previamente gás ideal.
Assim, \(\Delta W_{43}=\Delta U_{43}-\Delta Q_{43}\). Na compressão, o trabalho recebido pelo sistema é positivo.
Gás ideal: novamente \(\Delta U_{43}=0\), pois a temperatura é constante.
Esse é o trecho em que o ciclo descarrega calor na fonte fria.
O fluido é novamente isolado e comprimido. Sem troca de calor, o trabalho recebido aumenta a energia interna e eleva a temperatura de \(T_C\) para \(T_H\), preparando o retorno ao estado inicial.
Primeira Lei (geral): como o processo é adiabático reversível, o trabalho recebido aparece como aumento de energia interna, sem variação de entropia.
Gás ideal: a variação de energia interna é determinada pela elevação de temperatura.
Esse trecho fecha o ciclo: o sistema retorna ao ponto 1 com a mesma energia interna inicial.
No diagrama \(S(T)\), as isotermas aparecem como segmentos a temperatura constante, enquanto as adiabáticas reversíveis aparecem como segmentos de entropia constante. Para processos reversíveis, \(dQ_{rev}=T\,dS\).

Para o gás ideal, as relações adiabáticas conectam os volumes no fim de cada isoterma:
Essa igualdade será usada no balanço energético do ciclo para comparar o calor absorvido na fonte quente com o calor rejeitado na fonte fria.